15 de DEZEMBRO - Sagração da Capela de S. João Baptista

"Neste dia 15 de dezembro de 1744, foi sagrado em Roma o altar da Capela [do Divino Espírito Santo e] de São João Batista, pelo Papa Bento XIV.
Diz a correspondência da época que
«Terça feira passada, 15 do corrente, e oitava da Conceição de N. Senhora se fez a consagração do altar por S. Santidade, e certamente que foi uma das funcções mais solemnes que se tem visto no presente pontificado. O Papa foi em publico á igreja, donde concorreu infinita nobreza que conheceu todo o maior gosto em a dita funcção, ainda que durasse mais de três horas»". (Museu de S. Roque)

A capela foi desmontada, acondicionada em caixotões feitos para o efeito, e embarcada para Lisboa, onde foi montada no espaço da antiga capela do Divino Espírito Santo, na Igreja de S. Roque.

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XVIII) - Rei de Castela

(anterior: Rei de Inglaterra)

REI DE CASTELA


(seguinte: Rei de Portugal)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XVII) - Rei de Inglaterra

(anterior: Rei de França)

REI DE INGLATERRA



(seguinte: Rei de Castela)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XVI) - Rei de França

(anterior: Rei dos Romanos)

REI DE FRANÇA


(seguinte: Rei de Inglaterra)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XV) - Rei dos Romanos

(anterior: Imperador da Alemanha)

REI DOS ROMANOS


(seguinte: Rei de França)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XIV) - Imperador da Alemanha

(anterior: Rei de Jerusalém)

IMPERADOR DA ALEMANHA



(seguinte: Rei dos Romanos)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XIII) - Rei de Jerusalém

(anterior: Índia Menor)

REI DE JERUSALÉM



(seguinte: Imperador da Alemanha)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XII) - Índia Menor

(anterior: Índia Maior)

ÍNDIA MENOR



(seguinte: Rei de Jerusalém)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (XI) - Índia Maior

(anterior: Bertrand du Guesclin)

ÍNDIA MAIOR


(seguinte: Índia Menor)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (IX) - Godofredo de Bulhões

(anterior: Carlos Magno, Imperador)

GODOFREDO DE BULHÕES
(Rei)


(seguinte: Beltrão de Ag...)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (VIII) - Carlos Magno

(anterior: Artur de Inglaterra, Rei)

CARLOS MAGNO
(Imperador)



(seguinte: Godofredo de Bulhões, Rei)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (VII) - Rei Artur

(anterior: Júlio César, Imperador)

ARTUR de INGALTERRA
(Rei)


(seguinte: Carlos Magno, Imperador)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (VI) - Júlio César

(anterior: Heitor, Duque)

JÚLIO CÉSAR
(Imperador)


(seguinte: Artur de Inglaterra, Rei)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (V) - Heitor

(anterior: Alexandre Magno, Rei)

HEITOR
(Duque)


(seguinte: Júlio César, Imperador)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (IV) - Alexandre Magno

(anterior: Judas Macabeu, Duque)

ALEXANDRE MAGNO
(Rei)


(seguinte: Heitor, Duque)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR (III) - Judas Macabeu

(anterior: David, Rei)
JUDAS MACABEU
(Duque)


(seguinte: Alexandre Magno, Rei)
(Índice)

LIVRO DO ARMEIRO-MOR de PORTUGAL - Índice

Transcrição do famoso LIVRO DO ARMEIRO-MOR de Portugal, mandado fazer por D. Manuel a seu Armeiro-mor (esta página de artigo irá sendo acrescentada com o tempo):


Livro das armas,
Que o muito alto, muito excelente, e muito poderoso príncipe ElRey D. Manuel primeiro nosso Senhor, por graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves, daquém e dalém mar, em África Senhor da Guiné, e da conquista, navegação, comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia, e da Judia, mandou a mim, Rei-de-Armas de Portugal, Juiz da Nobreza, que compusesse e ordenasse, nele assentasse todas as armas dos Reis e Príncipes cristãos, judeus, mouros e gentios, donde primeiramente descendência começou a Nobreza. Assim assentasse e pusesse todas as armas. Dos nobres destes Reinos, e Senhorios, cada um em seu lugar próprio em ordem. Como foram dadas antigamente cada uma e para isso me mandou dar Juramento sobre os Santos Evangelhos por Pero de Lemos seu Capelão e Afonso Mexia Escrivão de sua camara, que hei verdadeiramente [?] sua justiça [?] no lugar e antiguidade. Como em todo ele, [?] assinasse [?]. Feito em Lisboa a [?] de Agosto de 1509.


CAPÍTULO I

-*- Dos Reis da Fama, convém saber três Judeus, três gentios, e três Cristãos:

- Primeiramente Josué duque;
- Rei David;
- Rei Godofredo de Bulhões (Bertrand du Guesclin)

-*- Fora dos da fama. Beltram de agelelym(?)


CAPÍTULO II

-*- Dos brasões:

- Rei dos Romanos (Romãos);
- Rei da França;
- Rei de Inglaterra;
- Rei de Portugal;
- Rei da Boémia;
- Rei de Sicília;
- Sultão da Babilónia;
- Rei de Constantinopla;
- Rei de Paleólogos;
- Rei de Navarra;
- Rei de Tarso;
- Rei da Hungria;
- Rei da Escócia;
- Rei de Aragão;
- Rei de Mailogres;
- Rei da Irlanda;
- Rei do Chipre;
- Rei da Eslavónia (Clavomnia?);
- Rei de Mens;
- Rei de Elves:
- Rei de Granat (Granada?);
- Rei de Coimbra (Conimbra?);
- Rei da Arménia;
- Rei da Dinamarca;
- Rei de Noruega;
- Rei da Poilaqua (Polónia?);
- Rei da Grifónia (Pomerânia);
- Rei de Granata;
- Rei de Marrocos;
- Rei da Sardenha;
- Rei de Tunes;
- Rei de Dalmácia;
- Rei de Salónica;
- Rei de Valáquia;
- Rei da Danamt;
- Rei de Bugis (Bugia);
- Rei de Estunell;
- Rei de África;
- Rei da Arábia;
- Rei de Órcades;
- Rei da Bósnia;
- Rei da Polónia;
- Rainha Branca;
- Rei da Suécia.


CAPÍTULO III

-*- Da Eleição do Imperador da Alemanha, pelos eleitores, cada um em seu grau [?] figuras [?]:

- Arcebispo de Treves;
- Arcebispo de Colónia;
- Arcebispo de Mogúncia.
- O Imperador em sua cadeira da eleição;
- Rei da Boémia;
- Conde Palatino do Reno;
- O Duque da Saxónia;
- Marquês de Brandeburgo.


CAPÍTULO IV

-*- Capítulo da Sagração do Rei de França:

- Da Sagração do Rei de França;
- Primeiramente o Arcebispo Reims, Duque;
- Duque de Borgonha;
- Bispo de Beauvais, Conde;
- Duque de Aquitânia;
- Bispo de Châlons, Conde;
- Conde de Flandres;
- Bispo de Laon, Duque;
- Arcebispo de Langres;
- Conde de Champagne;
- Bispo de Noyon, Conde;
- Conde de Tolosa.


CAPÍTULO V

-*- Capítulo da Nobreza. Geração de Portugal:

- Primeiramente as armas DelRey D. João que Deus tem, e da Rainha Dona Leonor sua mulher em um escudo repartidas.
- As segundas armas DelRey Nosso Senhor e da Rainha sua Mulher, num escudo. Convém saber, ElRey D. Manuel, e a Rainha sua mulher.

- Rainha D. Leonor;
- Rainha D: Maria.

- Rei de Portugal;
- Príncipe de Portugal;
- Duque de Bragança;
- Duque de Coimbra;
- Marquês de Vila Real;
- Casa de Bragança;
- Conde de Penela;
- Noronha [Conde de Odemira];
- Conde de Valença;
- Conde de Marialva;
- Castro, Conde de Monsanto;
- Casa de Atayde;
- Casa de Eça;
- Casa de Telo de Meneses;
- Castro antigo;
- Cunha, Chefe;
- Sousa, Chefe;
- Pereira, Chefe;
- Vasconcelos (Vasco Concellos), Chefe;
- Casa de Melo, Chefe;
- Da Silva, Chefe;
- Albuquerque, Chefe;
- Freires de Andrade;
- Casa de Almeida;
- D. Diogo Prior do Crato;
- D. Pedro da Silva;
- Manuces(?);
- Febus Muniz;
- Lima;
- Távora;
- Henriques;
- Mendoças;
- d'Albergaria;
- Almada;
- Azevedo;
- Castelo Branco;
- Baião Rezende;
- Abreu;
- Brito;
- Moniz;
- Moura;
- Lobo;
- Sá;
- Lemos;
- Ribeiro;
- Cabral;
- Cerveira;
- Miranda;
- Silveira;
- Falcão;
- Gois;
- Goios;
- Sampaio;
- Malafaia;
- Tavares;
- Pimentéis;
- Sequeira;
- Costa;
- Lago (?);
- Vasco;
- Meira;
- Boim;
- Passanha;
- Teixeira;
- Pedrosa;
- Barros;
- Mascarenhas;
- Mota;
- Vieira;
- Betencor [Bethancourt];
- Aguiar;
- Faria;
- Borges;
- Pacheco;
- Souto Maior;
- Serpa;
- Barreto;
- Arca;
- Nogueira;
- Pintos;
- Coelho;
- Queirós;
- Dossens (?);
- Aguiar;
- Duarte Brandão;
- Gama;
- D. Vasco da Gama;
- Fonseca;
- Magalhães;
- Fogaça;
- Valente;
- Botos;
- Lobatos;
- Gonzo;
- Caldeira;
- Tinoco;
- Barbudo;
- Barbuda;
- Beja;
- Valadares;
- Larzedo;
- Galvão;
- Nóbrega;
- Barboso;
- Godinho;
- Barbato;
- Aranha;
- Gouveia;
- Francisco de Beja;
- Jácome;
- Vogado;
- Diogo Roiz Botiher;
- Maia;
- Serrão;
- Pedroso;
- Mexias;
- Grã;
- Pestana;
- Vilalobos;
- Pêro de Alcáçova;
- Abul;
- Gabriel Gonçalves;
- Gil Banuistre;
- Afonso Garçês;
- Rolão Dauci;
- Velixira;
- Pina;
- Pero Lourenço de Guimarães;
- Matos;
- Ornelas;
- Cerqueira;
- Martim Leme;
- António Leme;
- Vilhegas;
- D. Pero Roiz (Rodrigues ?);
- Figueira de Chaves;
- Veiga;
- Pau;
- Taveira;
- Ortiz;
- Azinhal Sacoto;
- Paim;
- Porras;
- Viveiro;
- João Lopes de Leão;
- Frazão;
- Teive;
- Alcoforado;
- Homem;
- Dantes;
- Godim;
- Barradas;
- Leitão;
- Barejola;
- João Alves Colaço;
- João Afonso de Santarém;
- Fernão Gomes da Mina;
- Vilanova;
- Barba;
- Privado;
- João da Fazenda;
- Gomide;
- Chacim;
- Taborda;
- Paiva;
- Filipe;
- Felgueira;
- Amaral;
- Casal;
- Velho;
- Lordelo;
- Peixoto;
- Nabais;
- Carneiros;
- Gatuchos;
- Borrecos;
- Vale;
- Barroso;
- Fafes;
- Ulveira;
- Carregueiro;
- João Garcês;
- Gonçalo Pires Bandeira;
- Calcas;
- Rabelo;
- Porto-Carreiro;
- Azambuja;
- Paio Rodriguês;
- Matela;

[incompleto; a completar]

(continuação, Duque Josué)

FIDELISSUMUS info 3º

Caros leitores,

devido às limitações, o útil trabalho diário da publicação do Santo do Dia vai ficar suspenso por tempo indeterminado, e diminuída a actividade do blog.

Por agora é tudo.
Até breve.

LIVROS II

(anterior, LIVROS I)

Em continuidade, vem agora o LIVROS II, com parte A e B, com interessantes e muito recomendáveis comentários a alguns dos livros. Destaca-se o comentário ao livro da Capela de S. João Baptista (ao final da parte A, e depois no início na parte B), e o comentário ao livro sobre os descobrimentos espanhóis (ao início da parte A, depois da parte introdutória).

Ficam aqui os dois vídeos:

 parte A


parte B

LIVROS I

Da sua biblioteca pessoal Pedro Oliveira apresenta aqueles livros que adquiriu desde 2008. Para tal, gravou uma série de vídeos que vão saindo. Aqui fica o primeiro deles, LIVROS I.


(continuação, LIVROS II)

27 de junho - ROMA

 
"Sabia que foi neste dia, 27 de julho de 1747, que a famosa Capela [do Divino Espírito Santo e ] São João Batista partiu do porto italiano de Civita Vecchia, rumo a Lisboa?
Diz correspondência da época que
«n'esta carta me dá Vossa Senhoria noticia de haver já partido para Civita Vecchia toda a gente que devia embarcar nos tres navios, os quaes se deviam fazer á vela no dia seguinte, 27 de Julho.»" (Museu de S. Roque -Lisboa)

FIDELISSUMUS info 2º

O FIDELISSIMUS está de férias, motivo pelo qual a série "O Santo do Dia" está parada no dia 7 de Julho. Que desculpem os leitores estas humanas limitações.

Por agora é o possível.

Até breve.

O Santo do Dia - São Cirilo e São Metódio (7 de Julho)

(ver anterior, dia 5)

São Cirilo e São Metódio
(7 de Julho)
Bispos e Confessores
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


Nascido em Tessalónica, Cirilo, filósofo de grande valor, era já sacerdote, e Metódio era governador duma colónia eslava na Macedónia, quando em 863 o governandor de Constantinopla, os envio à Moravia, cujos habitantes reclamavam a luz do evangelho. Ambos possuíam a devida preparação para levar a bom termo tal empresa. Prepararam um alfabeto eslavo e traduziram para esta língua a liturgia católica. Este método do apostolado encontrou adversários, mas o Papa Adriano II aprovou-o e consagrou bispo a Metódio, . S. Cirilo morreu em Roma, em 869; foi sepultado junto das relíquias de S. Clemente que ele mesmo trouxera de Quersoneso. S. Metódio morreu em Morávia em 885.

(continuação, dia 8)

O Santo do Dia - Santo António Maria Zacarias (5 de Julho)

(ver anterior, dia 3)

Santo António Maria Zacarias
(5 de Julho)
Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


Natural de Cremona, Sto. António é o fundador dos Clérigos regulares de S. Paulo (chamados mais tarde Bernabitas, do nome da igreja de S. Bernabé, centro da Ordem em Roma). Fundou também uma congregação de religiosas, que já não existe. Grande admirador de S. Paulo e totalmente integrado na doutrina do grande Apóstolo, deu-o a seus discípulos como modelo e patrono. Pregador de zelo, infatigável, o santo esgotou-se neste ministérios, morrendo com 36 anos, em 5 de Julho de 1539.

(continuação, dia 7)

O Santo do Dia - Santo Ireneu (3 de Julho)

(ver anterior, dia 2)

Santo Ireneu
(3 de Julho)
Bispo e Mártir
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)


Nascido na Ásia Menor cerca do ano 140, Sto. Ireneu foi para a Gália em data incerta. Era presbítero da igreja de Lião quando da perseguição de 177 em que sofreu o martírio S. Potino, primeiro bispo e primeiro mártir lionês. Sucedeu-lhe como bispo e foi por sua vez martirizado vinte e cinco anos mais tarde, vítima duma nova perseguição.
Numa época em que as seitas gnósticas ameaçavam minar a base do cristianismo, falseando o pensamento cristão, Sto. Ireneu denunciou com vigor todas as heresias, e assegurou a unidade do dogma, estabelecendo os princípios da tradição doutrinal da Igreja.

(continuação, dia 5)

O Santo do Dia - Visitação da Santíssima Virgem (2 de Julho)

(ver anterior, dia 1)

Visitação da Santíssima Virgem
(2 de Julho)


(festa de 2ª classe - paramentos brancos)


O Anjo Gabriel tinha anunciada a Maria que Deus daria em breve um filho a Isabel; imediatamente a Virgem se pôs a caminho para Hebron, onde morava a sua prima: é a "Visitação" - secreto encontro entre o Percurso e o Salvador, alegria profunda de Maria e Isabel, cheias de bênçãos divinas que sobre ambas desceram. "Bendita és tu entre as mulheres", a Virgem, mão de Deus, entoa o cântico sublime do Magnificat.

A festa da Visitação foi instituída em 1389 pelo Papa Urbano VI e fixada em 2 de Julho, como prolongamento, da antiga oitava de S. João Baptista.

(continuação, dia 3)

O Santo do Dia - Festa do Preciosíssimo de Jesus Cristo (1 de Julho)

(ver anterior, dia 30 de Junho)

Festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo
(1 de Julho)


(festa de 1ª classe - paramentos vermelhos)


Instituída por Pio IX, esta festa foi elevada à categoria de 1ª classe por Pio XI, por ocasião do XIXº centenário da morte do Salvador.
A liturgia da festa, recordando a cena do Calvário com a lançada que abriu o lado do divino crucificado, detém-se a comentar a significação e o alcance infinito do sacrifício do Calvário. O Evangelho é o da festa do Coração  de Jesus, e a epístola a do domingo da Paixão: são os grandes temas da redenção operada simultaneamente pela sangue e pelo amor de Cristo. "Terra, oceano, céus, universo, tudo foi purificado neste rio".

(continuação, dia 2)

O Santo do Dia - Comemoração de São Paulo (30 de Junho)

(ver anterior, dia 29)

Comemoração de São Paulo
(30 de Junho)
Apóstolo
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)


A festa de hoje é um desdobramento da de ontem. Primitivamente o dia 29 de Junho tinha em Roma duas estações: uma em S. Pedro, outra em S. Paulo "extramuro". no túmulo de cada um dos dois Apóstolos. Mais tarde foi transferida para o dia seguinte a "comemoração de S. Paulo". Tendo ontem insistido nas prerrogativas de Pedro, a Igreja recorda hoje a vocação muito particular de Paulo como Apóstolo dos gentios, isto é, de todo o mundo pagão, estranho ao povo judeu.


(continuação, dia 1 de Julho)

O Santo do Dia - São Pedro e São Paulo (29 de Junho)

(ver anterior, dia 28)


São Pedro e São Paulo
(29 de Junho)
Apóstolos


(festa de 1º classe - paramentos vermelhos)

O culto dos dois grandes Apóstolos, Pedro e Paulo, tem como raízes os próprios alicerces da Igreja. Estando na origem da sua Fé, ficarão para sempre seus Patronos e seus guias. Roma deve-lhes a sua verdadeira grandeza. Foi a Providência divina que conduziu ambos a fazer para fazer da capital do Império, santificada pelo seu martírio, o centro do mundo cristão, donde irradiaria a pregação do Evangelho.

S. Pedro sofreu o martírio na perseguição de Nero, no ano 66 ou 67. Foi sepultado na colina do Vaticano, onde escavações recentes acabam de encontrar o seu túmulo no próprio lugar da basílica construída em sua honra por Constantino. S. Paulo foi decapitado na Via Óstia no local onde se ergue a basílica do seu nome. No decurso dos séculos, as multidões cristãs jamias cessaram de ir em peregrinação aos túmulos dos grandes Apóstolos. Nos séculos II e III vinham já retemperar a sua fé ao contacto com a Igreja de Roma, constatar a sua apostolicidade, confrontar a sua doutrina infalível com a das outras Igrejas, honrar a memória de S. Pedro e S. Paulo.

A Missa deste dia atesta a confiança da Igreja na intercessão daqueles "por quem recebeu as premícias da fé"  (orações). Dá particular relevo às prerrogativas de S. Pedro (Evangelho), à protecção especial de Deus sobre a sua pessoa (intróito, epístola); e os cristãos sabem que, quando cantam "Tu es Petrus", as prerrogativas do Príncipe dos Apóstolos se transmitiram aos Papas, sucessores de Pedro na cátedra de Roma, como sabem também que a Providência especial de Deus continua até ao fim dos séculos a dirigir o Vigário de Cristo nas suas funções de chefe da Igreja.

(continuação, dia 30)

O Santo do Dia - Vigília dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (28 de Junho)

(ver anterior, dia 27)

Vigília dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
(28 de Junho)


(festa de 2ª classe - paramentos roxos)


A vigília dos santos Apóstolos Pedro e Paulo é a única que subsiste de todas as vigílias dos Apóstolos. Os textos falam principalmente de Pedro, as orações contudo referem-se igualmente aos dois Apóstolos.

(continuação, dia 29)

O Santo do Dia - São João e Paulo (26 de Junho)

(ver anterior, dia 25)

São João e Paulo
(26 de Junho)
Mártires
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)


A antiga basílica dos santos João e Paulo, no monte Célio em Roma, já no século IV era consagrada ao culto dos dois mártires que festejamos. A tradição romana apresenta-os como dois irmãos que se encorajaram mutuamente na Fé e no martírio. A Missa insiste nesta fraternidade profunda na fidelidade a Cristo.

(continuação, dia 27)

O Santo do Dia - São Guilherme (25 de Junho)

(ver anterior, dia 24)

São Guilherme
(25 de Junho)
Abade
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


Eremita piemontês do primeiro quartel do século XII. S. Guilherme construiu um mosteiro no cimo do Montevergine e deu à Congregação dos eremitas de que foi fundador uma regra inspirada em grande parte na de S. Bento. Morreu em 25 de Junho de 1142.

(continuação, dia 26)

O Santo do Dia - São João Baptista (24 de Junho)

(ver anterior, dia 20)


São João Baptista
(24 de Junho)


S. João Baptista (Joséfa de Óbidos)

(festa de 1º classe - paramentos brancos)
 
Celebrando o nascimento de S. João Baptista, a Igreja festeja a aurora da Redenção; seis meses antes do Natal, o nascimento do Precursor anuncia o mistério da Incarnação e participa da sua grandeza. Na Idade Média era considerado como que uma espécie de Natal de verão, com três Missas como o Natal; a liturgia realça a afinidade das duas festas: basta ler a secreta e a póscomunhão, bem como a antífona do Magnificat das 2ª vésperas.

"Profeta do Altíssimo", S. João Baptista é figurado por Isaías e Jeremias. Como eles e melhor do que eles, foi santificado desde o ventre de sua mãe, em virtude da missão que o esperava (intróito, epístola, gradual). O Evangelho recorda os prodígios que assinalaram o seu nascimento: este devia ser a causa de grande alegria para muitos: ainda hoje o é, e a Igreja convida todos os anos os fiéis a pedir a Deus, com a graça das alegrias sobrenaturais, a de sermos sempre guiados pelo caminho da eterna salvação (colecta).

O nome de S. João Baptista vem no Cânon da Missa, à cabeça da segunda lista.

(continuação, dia 26)

O Santo do Dia - Vigília de São João Baptista (23 de Junho)

(ver anterior, dia 22)

Vigília de S. João Baptista
(23 de Junho)


(festa de 2ª classe - paramentos roxos)


A Igreja prepara-se para celebrar amanhã o nascimento de S. João Baptista, o Precursor do Messias. Esta festa conservou a sua vigília em virtude da excepcional missão de S. João Baptista.

(continuação, dia 24)

O Santo do Dia - São Paulino (22 de Junho)

(ver anterior, dia 21)

São Paulino
(22 de Junho)
Bispo e Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


Nascido em Bórdeus duma família de magistrados romanos, sucessivamente, prefeito, senador e cônsul romano, S. Paulino abandonou posição e riquezas, deixou sua esposa, que como ele se consagrou a Deus, e foi para Nola na campânia, viver uma vida austera de eremita. Ordenado sacerdote e elevado depois à cadeira episcopal da cidade, foi a providência, do seu povo no meio das calamidades da invasão dos Godos. Morreu em 431 com a idade de de 78 anos e foi sepultado em Nola, junto ao túmulo de S. Félix.

(continuação, dia 23)

O Santo do Dia - São Luís Gonzaga (21 de Junho)

(ver anterior, dia 20)

São Luís Gonzaga
(21 de Junho)
Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


"Fizeste-lo, Senhor, pouco menor que os anjos" (intróito): elogio magnífico da admirável, inocência e a da vida angélica de S. Luís Gonzaga. Tudo nele respira pureza. Baptizado logo ao nascer, por correr perigo de vida, fez voto de virgindade aos nove anos. Aos dezasseis entrou na Companhia de Jesus em Roma, e morreu aos vinte e três anos em 1591 vítima da sua caridade junto dos empestados. Bento XIII proclamou S. Luís Patrono e modelo dos jovens.

(continuação, dia 22)

O Santo do Dia - São Silvério (20 de Junho)

(ver anterior, dia 19)

São Silvério
(20 de Junho)
Papa e Mártir
(comemoração - paramentos vermelhos)


S. Silvério foi Papa durante muito pouco tempo: 536-537. No entanto, o seu curto pontificado bastou para fazer dele um mártir de verdade. Morreu no exílio nas ilhas Pontinas, por ter recusado à Imperatriz Teodora, colocar na Sé de Constantinopla, o Bispo heresiarca Antimo. O seu corpo foi trazido para Roma e deposto na basílica vaticana.

(continuação, dia 21)

O Santo do Dia - Santa Juliana de Falconieri (19 de Junho)

(ver anterior, dia 18)


Santa Juliana de Falconieri
(19 de Junho)
Virgem
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Sta. Juliana nasceu em Florença em 1270. Tinha 15 anos, quando nos fins de 1248 S. Filipe Benício, geral da Ordem dos Servitas, a recebeu entre as "manteladas", ramo feminino da Ordem. Tinha uma grande devoção à Santíssima Eucaristia, e dedicou fervoroso culto às sete dores de Nossa Senhora, especialmente honrada pelos Servitas. Morreu em Florença em 1341.







No mesmo dia:


São Gervásio e São Protásio 
(19 de Junho)
Mártires
(comemoração - paramentos vermelhos)

S. Gervásio e São Protásio são mártires de Milão, cujos corpos foram descobertos por Sto. Ambrósio em 386. Seus nomes figuram as Ladainhas dos Santos. Os milaneses continuam a prestar-lhes culto muito especial; seus corpos repousam sob o altar-mor da basílica consagrada a Sto. Ambrósio, ao lado do corpo do grande Bispo.


(continuação, dia 20)

O Santo do Dia - Santo Éfrem (18 de Junho)

(ver anterior, dia 17)


Santo Éfrem
(18 de Junho)
Diácono, Confessor e Doutor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

Diácono de Edessa, Sto. Éfrem é o grande clássico da Igreja siríaca. Combateu com vigor todas as heresias do seu tempo, e compôs, para melhor as combater hinos e poesias cristãs, em que canta os mistérios de Cristo, da Santíssima Virgem e dos santos; chamam-lhe a "citara do Espírito Santo". Teve sempre uma grande devoção à Santíssima Virgem. Simultâneamente exegeta, pregador e poeta, deixou em siríaco uma importante obra que foi traduzida para outras línguas orientais, bem como grego e latim. Morreu em 337. Bento XV proclamou-o doutor da Igreja em 1920.


No mesmo dia:


São Marco e Marceliano 
(18 de Junho)
Mártires
(comemoração - paramentos vermelhos)

Marcos e Marceliano são dois mártires romanos. Seus corpos, primeiramente sepultados no cemitério de Sta. Balbina na Via Ardeatina, foram depois transportados para a basílica de S. Cosme e S. Damião, no fórum.



(continuação, dia 19)

O Santo do Dia - São Gregório Barbarigo (17 de Junho)

(ver anterior, dia 15)

São Gregório Barbarigo
(17 de Junho)
Bispo e Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)
 

Nascido em Veneza em 1625, da célebre família Barbarigo, veio a dedicar-se à carreira diplomática. Quando esta lhe acenava com os louros, abraçou o estado eclesiástico. Criado Cardeal, ocupou as sedes episcopais de Bérgamo e Pádua; numa e noutra dedicou-se de alma e coração a pôr em prática as determinações do Concílio de Trento. Morreu em 1697. Foi declarado Bem-aventurado por Clemente XIII em 1761 e João XIII inscreveu-o no catálogo dos Santos em 1960. 

(continuação, dia 18)

O Santo do Dia - São Vito, São Modesto e Santa Crescência (15 de Junho)

(ver anterior, dia 14)

São Vito, São Modesto e Santa Crescência
(15 de Junho)
Mártires
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)

De S. Guido, ou S. Vito, que veio tornar.se um santo muito popular, sabe-se apenas que foi martirizado em Lucânia, na Itália do Sul. As suas relíquias foram transportadas para Alemanha, donde o seu culto se espalhou por todo o Ocidente. Invoca-se contra a epilepsia, chamada "dança de S. Guido". Os informes sobre S. Modesto e Sta. Crescência, sempre festejados juntamente com S. Vito são ainda menores.

(continuação, dia 17)

O Santo do Dia - São Basílio Magno (14 de Junho)

(ver anterior, dia 13)

São Basílio Magno
(14 de Junho)
Bispo, Confessor e Doutor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

S. Basílio nasceu em Cesareia de Capadócia duma família muito cristã. Após os seus estudos em Constantinopla e Atenas, abraçou a vida monástica na província do Ponto. Escreveu as famosas "Regras" que trazem o seu nome; louvadas por S. Bento, ainda observadas em nossos dias pelos monges do Oriente.
Elevado à cadeira episcopal de Cesareia, esforçou-se por alimentar o seu rebanho com uma doutrina sólida e pura para o imunizar contra os perigos da heresia ariana, que, depois de negar a divindade de Cristo, acabava de rejeitar a divindade do Espírito Santo. S. Basílio escreveu sobre o Espírito Santo um tratado, que é contado entre as mais belas obras de Teologia.
Com seu irmão S. Gregório de Nissa, e seu amigo S. Gregório de Nazianzo, contribuiu muito para a conservação da Fé tradicional na Igreja do Oriente. Morreu em 379, dois anos antes do segundo Concílio ecuménico de Constantinopla, que devia consagrar o triunfo da ortodoxia. A Igreja Oriental venera-o como um dos seus quatro grandes Doutores.

(continuação, dia 15)

Sto. ANTÓNIO DE LISBOA AOS PEIXES

 
"Foi no dia de Santo António de 1654 que o Padre António Vieira pregou o famoso Sermão de Santo António aos Peixes.
Para recordar, partilhamos um excerto convosco:

«Mas a coisa que me escandaliza, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se for pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, batara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (...) Considerai, peixes, que também os homens se comem vivos como vós.»

Na imagem, Santo António Pregando aos Peixes, pintado por Vieira Lusitano e pertencente à Capela de Santo António da Igreja de São Roque [Lisboa]." (Museu de São Roque - Lisboa)

O Santo do Dia - Santo António (13 de Junho)

(ver anterior, dia 12)

Santo António de Lisboa (Pádua)
(13 de Junho)
Confessor e Doutor
Padroeiro Equi-Principal de Portugal

 
(festa de 1ª classe - paramentos brancos)

Sto. António nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195, e recebeu no Baptismo o nome de Fernando. De 15 anos, entrou no mosteiro de Cónegos Regrantes, passando depois para a Ordem dos Frades Menores, onde não tardou a fazer-se conhecido como insigne e mui letrado nas ciências eclesiásticas, em especial na Escritura, de que foi mestre em Bolonha e Pádua. Morreu em 1231. Os seus numerosos milagres apressaram singularmente o processo da sua canonização. Foi inscrito no catálogo dos Santos por Gregório IX em 1232, e teve festa litúrgica em Pádua no primeiro aniversário da sua morte. Pio XII declarou-o Doutor da Igreja em 1944.

(continuação, dia 14)

O "Pai dos Jesuítas" - D. JOÃO III


"Foi neste dia, 11 de junho de 1557, que faleceu D. João III, Rei de Portugal.
Filho de D. Manuel I, subido ao trono em 1521, com a morte do pai, para um reinado que se revelou fundamental para a história da Casa-Professa de São Roque: foi com D. João III que a Companhia de Jesus se instalou em Portugal e foi o mesmo rei que, em 1553, ordenou a entrega da Ermida de São Roque aos Jesuítas, que a substituíram pelo atual complexo. As obras arrancaram dois anos depois, para a construção de uma igreja de três naves, de acordo com a vontade do rei. No entanto, alguns anos mais tarde, já após a sua morte, optou-se pela atual estrutura de nave única, cujos planos foram enviados de Roma para o efeito.
Na imagem, o retrato de D. João III, atribuído a Cristóvão Lopes e pintado à volta de 1550-60 segundo o modelo de António Moro, patente em exposição permanente no MSR." (by Museu de S. Roque)

Conta-se que Sto. Inácio de Loyola, com algum humor, dizia que o pai dos Jesuítas era D. João III, porque foi este rei quem promoveu a Ordem desde a sua primeira hora, e fortemente.

O Santo do dia - São Barnabé (11 de Junho)

(ver anterior, dia 10)

São Barnabé
(11 de Junho)
Apóstolo
(festa de 3ª classe - paramentos vermelhos)


Escolhido pelo Espírito Santo para partilhar da tarefa e da missão dos doze Apóstolos (epístola), Barnabé é venerado pela Igreja como um deles. Desempenhou papel importante na primeira expansão do cristianismo fora do mundo judaicos. Quando, ao sair do seu longo retiro na Arábia, S. Paulo veio a Jerusalém, três anos depois da conversão, para submeter à aprovação de Pedro a missão de que o próprio Mestre o tinha incumbido junto dos pagãos, foi Barnabé quem o apresentou aos Apóstolos, pouco confiantes ainda no pregador de ontem. Seguiu depois de S. Paulo, acompanhando-o na sua primeira viagem missionária. Voltou com ele a Jerusalém, e ao partir para uma segunda viagem, Barnabé separou-se, dirigindo-se a Chipre. O seu nome está inscrito no Cânon da Missa.


(continuação, dia 12)

O Santo do Dia - Santo Anjo Custódio de Portugal (10 de Junho)

(ver anterior, dia 9)

Santo Anjo Custódio de Portugal 
(10 de Junho)



(festa de 3ª classe - paramentos brancos)

«Hoje a festa pagã de "Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas" apagou quase por completo a verdadeira festa "Santo Anjo Custódio de Portugal". Consequentemente, quem comemora aquela sem comemorar esta é PAGÃO, ou porta-se como tal. Assim me parece. Mas certamente muitos portugueses nunca se deram conta deste fenómeno.

Tal como as pessoas, as nações têm um anjo da guarda. O caso de Portugal é nisso bastante especial pois não há outro país que tenha culto público oficial ao seu Santo Anjo. Também é o único país a quem o seu Anjo Custódio apareceu como tal (em Fátima, aos três pastorinhos). E digo assim porque, evidentemente, S. Miguel Arcanjo apareceu não como Custódio de Portugal. E dou como exemplo a aparição que fez em 1750, aqui em Portugal também, à Irmã Antónia d'Astonaco (carmelita) a quem deu a devoção da Coroa Angélica, que vai ser aqui difundida (aprovação da devoção e reconhecimento da aparição feito pelos Papa Pio IX a 8 de agosto de 1851):

“O glorioso Arcanjo prometeu que quem o honrasse desta maneira antes da Sagrada Comunhão seria acompanhado à Sagrada Mesa [a “mesa” , ou “comungatório” é aquilo que hoje ainda restam em algumas igrejas que por ignorância costuma ser agora chamada de “grades” e que se situa uns depois do altar-retábulo e antes dos fiéis] por um Anjo de cada um dos nove coros. Prometeu também a quem rezasse todos os dias essas nove saudações a sua assistência e a dos Santos Anjos durante a vida, e que depois da morte os livraria do Purgatório a eles e aos seus parentes.” (Com autorização da Autoridade Eclesiástica – Lisboa)

A devoção e culto ao S. Miguel Arcanjo como Custódio do Reino de Portugal é tão antigo quanto o próprio Reino. O seu culto propagou-se para e com a recuperação dos territórios cristãos lusitanos sob patrocínio régio:

"S. Miguel Arcanjo. Foi sempre conhecido dos Portugueses por Anjo Custódio deste Reino, depois que o invicto Rei D. Afonso Henriques venceu com seu patrocínio a Albaraque nos campos de Santarem; e por isso lhe erigiu copiosas Capelas, assim na Igreja de Alcáçova da dita Vila, como nos Mosteiros de Danta Cruz de Coimbra, e Santa Maria de Alcobaça, onde seuas santas Imagens são veneradas, e milagrosas." (Agiológio Lusitano. Tomo III pag. 126)

“No ano de 1329, em que reinava D. Afonso IV, era Abade deste Mosteiro Paio da Vaia, e confessa dever de cento e dois jantares cada ano a D. Rodrigo Bispo de Tuy. Haverá cento e tantos que foi daqui Abade Diogo Anes Aranha, instituidor da Capela do Outeiro, de que falámos na Freguesia de Pacó. Deviam já ter suas anexas esta Freguesia, e as de S. João da Parada, e S. Lourenço do Cabrão, em que o Reitor apresenta Vigário, e dois dízimos, e outros fóros se fez a Comenda de Cristo, que tende trezentos mil reis. Tem esta Freguesia 120 vizinhos com um Reitor, que apresenta o Ordinário, e há nela uma Capela de S. Miguel o Anjo, Ermida antiga, que no tempo da Rainha D. Teresa se chamava S. Miguel de Veiga, e nela eram obrigados os Bispos de Tuy a cantar cada ano uma Missa por sua Alma, e pelos Reis seus sucessores. A esta Ermida vai a Camara dos Arcos no terceiro Domingo de Jullho, em que se festeja o Anjo Custódio, acompanhando o seu Mordomo, que sempre é mancebo nobre, e solteiro; dizem Missa; voltam a ensaiar os cavalos a Requeijó, onde lhes dão um refresco de doces. Chegam ao terreiro da Vila, ali correm suas parelhas, lançam canas, e fazem uma escaramuça dobrada, com perfeição grande. A Rainha D. Teresa, quando deu à Sé de Tuy este Mosteiro, deu-lhe mais a Igreja de S. Miguel de Aurega na ribeira do Lima, que devia então ser Paroquia.” (Corografia Portugueza e Descripçam Topográfica do Famoso Reino de Portugal. LISBOA, ano 1706. pag. 228.)

D. Manuel com os Bispos do Reino solicitaram ao Papa Leão X a oficialização desta devoção já muito alastrada, ao que o Papa acedeu em 1504 com a instituição da Festa do Anjo Custódio do Reino de Portugal. O Rei determinou depois que em todas as igrejas esta festa fosse solenizada com grande devoção e maior solenidade: e que toda a sociedade estivesse realmente presente, desde os homens de maior responsabilidade até ao mais pequeno súbdito.


O culto tributado a S. Miguel Custódio de Portugal desde sempre teve um impacto forte nos lusitanos. Veja-se nas origens do Reino o significativo encontro desta devoção com aquele motivo de baptismo "Terras de Santa Maria":

“Com a muita concorrência de Romeiros, e devotos que vinham visitar a sagrada Imagem da Virgem Santa Maria, edificaram-se junto do seu Mosteiro algumas casas, que assim como podiam ser para acolhimento e agasalho dos que vinham a visitar esta Senhora, também podiam ser para morada de alguns seus devotos; e com elas foram fundadas contiguas umas com outras, lhe puseram o nome de Burgo, e a seus moradores o de Burgueses.Este foi o primeiro fundamento da nova Vila de Guimarães, e este o seu princípio, que foi muitos anos depois da Vila Velha, como tenho mostrado pelos Autores citados, e o reforça, e verifica esta verdade; que antes da Vila Velha experimentar suas ultimas ruinas, tinha jurisdição dividida da Nossa, e ambas eram governadas por diferentes Ministros; tanto assim, que ainda hoje numa Procissão, que costuma fazer todos os anos a Camara ao Anjo Custódio na terceira Dominga de Junho, que sai da igreja colegiada com o seu Cabido, e mais Clérigos da serventia dela, vão os Vereadores com suas varas em corpo de Camara acompanhados de seu Procurado, Misteres, e Escrivão, e os Ministros da Justiça, Corregedor, Provedor, e Juiz de fora, e entram na Vila Velha, e na sua Igreja de São Miguel reza o Cabido certas orações; e quando está Procissão sai da Colegiada, leva o Juiz de fora um pendão de cor vermelha, e nele um painel do Santo Anjo, e chegando ao distrito da Vila Velha, o entrega ao Vereador mais velho, em razão deste não poder entrar com vara alçada onde não tinha jurisdição; e de presente se está observando este estilo. “ (Corografia Portugueza e Descripçam Topográfica do Famoso Reino de Portugal. LISBOA, ano 1706. pag. 7)

Apenas para reforçar esta última parte, na qual podemos ver que ser português implica ser cristão, olhemos agora um exemplo numa capela de S. Miguel Arcanjo Custódio de Portugal. Observe-se também como se nota toda uma estrutura bem articulada e de muitas matizes da sociedade católica:

“O Mestre da Capela serve a Capela do Anjo Custódio [no Hospital de Todos os Santos, em Lisboa], tem de obrigação Missa quotidiana por El-Rei D. Manuel, tem de ordenado sessenta e dois mil réis, a saber de Capelão quarenta, e dois para sobrepliz, dezasseis de mestre, quatro mil réis, e um moio de trigo para um tiple, e não o tendo não o haverá, tem mais um algueire de grão para a quaresma, um quarto de carneiro por dia de todos os Santos, outro pela Pascoa, e pelo Natal entra com os outros Capelões na repartição de um porco, tem mais cada sábado noventa réis para a barba.” (Livro das Grandezas de Lisboa; ano 1620. Lisboa. pag. 127)

A data da festividade nem sempre foi a mesma. É posterior a data fixa de 10 de Junho, sendo que antes calhava no terceiro Domingo de Julho ou Junho (o terceiro Domingo de Junho prevaleceu). Com o liberalismo, o séc. XIX viu cair esta fervorosa e esplendorosa festividade que sofreu ainda mais com o assalto dos republicanos ao Reino. Assim nos temos mantido com um 10 de Junho do "não sei quê", onde se enfiam por todo o lado as tolices da democracia e da república... bandeirinhas de papel pintado de verde e vermelho, criancinhas levadas a ver a parada dos militares da saudade dos tempos à séria.


Termino lembrando que, em Lisboa, o Corpus Christi tinha a procissão de tal grandeza como a Europa nunca vira, e que a do Santo Anjo Custódio de Portugal, por benefício Papal, equiparou-se-lhe.


Santo Anjo Custódio de Portugal, defendei-nos da Res Pública, defendei os portugueses republicanizados a acordarem do sono em que dormem. Libertai Portugal.»


(continuação, dia 11)

O Santo do Dia - São Norberto (6 de Junho)

(ver anterior, dia 5)

São Norberto
(6 de Junho)
Bispo e Confessor
(festa de 3ª classe - paramentos brancos)


S. Norberto nasceu em Xanten, perto de Colónia, cerca do ano 1085. Jovem clérigo, viveu no Palácio do Arcebispo de Colónia, e depois na Côrte do Imperador, deixando-se seduzir pelo espírito mundano. Mas a Graça conquistou-o. Surpreendido por uma tempestade no decurso duma viagem a cavalo, resolveu tomar a sério a sua vida de clérigo. Foi ordenado Presbítero e dedicou-se à pregação ambulante. Em 1120, cedendo às instâncias do Bispo de Laon, fixou-se na floresta de Voix, perto de Soissons, num lugar chamado Premontré, fundando aí uma comunidade de clérigos regulares, os Premonstratenses. Em 1126, foi enviado aos postos avançados da Cristandade e nomeado Arcebispo de Madeburgo. Morreu em 1134.


(continuação, dia 9)